Atividades Educativas

Atividades Escolares de Educação Infantil e Ensino fundamental

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL


DEFINIÇÃO DE ARTE

“Meios empregados pelo ser humano de maneira a aplicar seu esforço criativo e produzir obras que tenham apreciação estética. ( in Dicionário de termos artísticos, p. 26)


A ARTE COMO OBJETO DE CONHECIMENTO

O universo da arte caracteriza um tipo muito particular de conhecimento que o ser humano produz a partir das perguntas fundamentais que desde sempre se fez em relação ao seu lugar no mundo.

O ato de desenhar ou pintar tem significados e reflete a criança e como ela se comunica com o mundo.


CONCEPÇÃO DA ARTE NA E.I.


Na produção artística de uma criança podemos perceber os elementos indicativos de seu desenvolvimento emocional, intelectual, perceptual e social.


DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

ENGANOS

A criança emocionalmente insegura – quando desenha apenas faz um representação objetiva.

Ex.: CASA – MINHA CASA

A característica desta criança é o desenho repetitivo – aleatória e mecânica – foge da realidade.

Atividades do tipo:

“copie a figura” ou “Preencha o pontilhado” – reforça este mecanismo de fuga da realidade.

A criança habitua-se a depender de modelos – perde a confiança em suas produções- recorre a modelos estereotipadas e sem

expressão.

ACERTOS

No processo de desenho da criança o professor deve incentivar a criação, aplicar ATIVIDADES VARIADAS, que motivem novos TEMAS, em vez de técnicas dirigidas com acabamentos e enfeites que valorizem apenas o produto final.



DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

ACERTOS

O professor deve ser um observador atento incentivar e participar do processo de produção de seu aluno. Incentivando o aluno a explorar materiais variados e sentir a atividade artística lhe pertence de fato.

A medida de seu progresso emocional é como absorve estas atividades.


DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL

No desenvolvimento criador este aspecto se manifesta na compreensão que ela tem de si e de seu meio.

Duas crianças podem desenhar a figura humana de maneira bem diversa uma da outra.

Fatores emocionais podem interferir.

O professor deve ajudar o educando a desenvolver relações sensíveis com suas produções.

Ao estimular a observação em diferentes ambientes, o professor favorece o D.I.


DESENVOLVIMENTO FÍSICO

VISÃO E MOVIMENTO

Habilidades com lápis, pincéis ou massinhas é um indicador de seu desenvolvimento, pois expressa suma coordenação motora e visual.

A sua auto imagem/ imagem corporal de criança aparece refletida em seus desenhos.

Pode também realizar seus desenhos de forma idealizada – desejo de ter outro aspecto físico (cabelo, tamanho etc.)

O desenvolvimento viso-motor também aparece refletido em seus desenhos.


DESENVOLVIMENTO PERCEPTUAL

Sensações cinéstesicas, experiências visuais e auditivas – são elementos estimulantes para a expressão.

A experiência criadora em todos os aspectos se apropria das variadas cores, diferentes formas, texturas, sons, sensibilidade à luz e a escuridão.


DESENVOLVIMENTO SOCIAL

EU E OS OUTROS

Os desenhos e pinturas refletem as relações da criança com ela e com os outros demonstrando seu desenvolvimento social.

Ex: As crianças inserem em eus desenhos as pessoas com quem mantém relações significativas – quanto mais sua consciência e a influência destas pessoas, mais elas aparecem em seu conteúdo temático.

As suas relações sociais aparecem em suas representações do entorno que tem contato.

A feia/ a exposição/ o museu/ a mãe amamentando o filho/ duas crianças brincando.


A CAPACIDADE CRIADORA

Base essencial para a produção de formas artísticas. Quando a criança reage as experiências sensoriais estabelecendo contato com o mundo.

As garatujas

  1. São representações pictóricas iniciais – antecedem a escrita, começam em média com dezoito meses (um ano e meio) – a criança observa o efeito do lápis sobre o papel.

2. No aspecto plástico – chamamos de aglomerados de borrões.

No plano gráfico – seus primeiros trabalhos são os rabiscos.

3. Rabisco – ato motor – prazer do efeito.

Causalidade desse ato – ação de rabiscar com a persistência do traço.

Viktor Lowenfeld em seu livro desenvolvimento da capacidade criadora distingue três estágios da garatuja:

  1. A garatuja desordenada representa a excitação motora – traços fortuitos linhas que seguem o acaso sem direção.
  2. A garatuja controlada: quando a criança percebe que tem a ligação entre movimento e o traço que faz.

3. A garatuja com atribuição de nomes acontece quando a criança faz comentários verbais enquanto desenha.

“O menino está correndo”

Seus riscos e traços tem significado real para a criança.

Aparece normalmente nesse estágio a vontade da criança em escrever.

O controle do traçado: dá prazer a criança. Seus grafismos vão ficando mais ricos e mais complexos – seus movimentos circulares e longitudinais vão se tornando reconhecíveis.


DESENHO PRÉ ESQUEMÁTICO

O boneco – um círculo indicando a cabeça e duas linhas verticais indicando as pernas.

Segundo Lowenfeld – “cabeça-pés” – é o que a criança sabe de si mesma segundo Stern – “o boneco-girino” no sentido de uma figura humana, mais evoluida – no primeiro desenho – características de aparecer pai e mãe 0 conforto carinho ou mesmo desproteção e frieza.

“ A percepção que a criança tem de sua posição no espaço e no mundo, aparece no tamanho dos desenhos, na maior ou menor pressão do traçado, na colocação de muitos ou poucos detalhes e assim por diante.”

AROEIRA,1996.


A IMPORTÂNCIA DO USO DA COR

A criança sente sua necessidade à partir do momento que as garantias são nomeados.

As cores atuam como um elemento de diferenciação de “rabiscos” – (coisas diversas).

Estabelecer relações do objeto com a cor é reflexo da evolução do processo intelectual da criança.

Agrupar coisas por classe e formular generalizações, por exemplo, “o céu é azul” , “a grama é verde”

Cada crianças desenvolve suas próprias relações com a cor.

Uma experiência significativa da criança estabelece seu esquema de cor.


O SIGNIFICADO DO ESPAÇO

A criança elabora seu próprio espaço e nos primeiros anos de vida tem noções confusas.

Alto e baixo – direita e esquerda, não existem para ela.

Seus trabalhos não tem uma ordem, são dispostos aleatoriamente – nenhuma relação espacial foi ainda estabelecida fora do conceito do “eu” da criança.


O ESPAÇO CORPORAL

A criança concebe o espaço relacionando a si própria – tendo seu corpo como referência – relacionando-os mais pela afetividade do que pela sua proporção.

Ex.:

A mãe é maior que a árvore.

Plano deitado (visto de cima como de um avião).

Raio X (ver através).

Mais tarde a criança vai estruturando a linha de base/chão.

Os elementos ainda estão soltos mas já existe aproximação e distanciamento.

Na fase esquemática – de 7 a 9 – a ordem é definida das relações espaciais – linha de base.


A INTERVENÇÃO DO PROFESSOR

Cabe ao professor acompanhar o desenvolvimento da criatividade do aluno. Ouvir suas histórias.

Quando um aluno desenha sua mãe, o professor pode fazer perguntas como:

“Onde está tua mãe?”,

“O que ela está fazendo?”,

De modo a conduzir o pensamento da criança para o ambiente da mãe.

Estabelecendo entre o real e o representado uma conexão que amplia a experiência criativa.

Aumentando referências da criança a partir de experiências artísticas.


CORRESPONDÊNCIAS ENTRE ETAPAS EVOLUTIVAS

DESENHO

PINTURA

MODELAGEM

GARATUJA

AGLOMERADO

MANCHAS

MANIPULAÇÃO E TRITURAÇÃO

FORMAS ENVOLVENDO GARATUJAS

FORMAS QUE SE PERDEM ENTRE MANCHAS

FORMAS IRRECONHECÍVEIS QUE APARECEM E DESAPARECEM

GARATUJAS ACONNPANHADAS DE EXPLICAÇÕES VERBAIS

AGLOMERADOS ACOMPANHADOS DE EXPLICAÇÕES VERBAIS

FORMAS IRRECONHECÍVEIS QUE ACONPANHADAS DE EXPLKICAÇÕES VERBAIS

DESCOBERTA DA FORMA

CONQUISTA DA SUPERFÍCIE

NECESSIDADE DE REPRODUZIR OBJETOS

CONQUISTA DA FORMA

DESENHOS FIGURATIVOS

NOÇÕES DE ESPAÇO E OBJETO

PINTURAS

CRIAÇÕES COM VOLUMES

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